O presidente e a primeira-ministra da Finlândia anunciaram que o país decidiu pedir oficialmente a entrada na Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), composta de nações do Ocidente e liderada pelos Estados Unidos.
O pronunciamento finlandês gerou descontentamento por parte do governo da Rússia, que afirmou que uma possível candidatura geraria consequências negativas ao país. Inclusive, um dos principais motivos para a invasão da Ucrânia pelos russos foi a vontade de Kiev em aderir à Otan.
Segundo o cientista político e pesquisador da USP (Universidade de São Paulo) Pedro da Costa Junior, a candidatura da Finlândia chega em um momento inoportuno, dada a guerra no Leste Europeu e o histórico de neutralidade do país na história.
“A Finlândia é uma democracia e pode optar por entrar na Otan, claro que pode. Mas é recomendável que ela entre na aliança nesta altura, neste contexto de guerra, tendo em vista o histórico deles de neutralidade?”, questiona Costa Junior, autor do livro Colapso ou Mito do Colapso.
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