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Terça-feira, 21 de Abril de 2026

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Carnaval 2022: confira como foi a segunda noite de desfile das escolas de samba da Série Ouro do Rio na Sapucaí

Noite de quinta-feira e madrugada de sexta foram de espetáculo de cores na avenida

Carnaval 2022: confira como foi a segunda noite de desfile das escolas de samba da Série Ouro do Rio na Sapucaí
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Império Serrano, Unidos de Padre Miguel e Acadêmicos de Santa Cruz foram os destaques neste segundo e último dia dos desfiles da Série Ouro do Carnaval do Rio, que começou na noite de quinta-feira (21) e terminou na manhã de sexta (22).

A festa ainda teve presença de Império da Tijuca, Acadêmicos de Vigário Geral, Estácio de Sá, Inocentes de Belford Roxo e Lins Imperial.

Em contraste com a primeira noite, esta segunda metade da Série Ouro (a antiga Série A) não teve qualquer tipo de acidente ou tempo excedido. Todas as oito escolas conseguiram completar suas apresentações em 55 minutos ou menos.

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Confira o enredo das escolas que desfilaram ontem na capital fluminense:

 Lins Imperial

A escola contou a história e prestou homenagem ao sambista e humorista Mussum, que saiu do Morro da Cachoeirinha, no Lins de Vasconcelos, na Zona Norte, para ganhar o mundo com seu talento. Além de contar a trajetória do músico do conjunto Originais do Samba, o enredo "Mussum pra sempris. Traga o 'mé' que hoje com a Lins vai ter muito samba no pé" destacou o trabalho do humorista do grupo Os Trapalhões, referência de toda uma geração e inspiração de muitas crianças.

Inocentes de Belford Roxo

Com o enredo "A Noite dos Tambores Silenciosos", a escola da Baixada Fluminense levou para a Sapucaí a história de uma festa que há mais de 50 anos celebra a ancestralidade negra, no Pátio do Terço, no Recife. A festa de louvação aos orixás acontece a partir da meia-noite da segunda-feira de carnaval, quando todas as luzes se apagam, e começa o toque dos atabaques.

Estácio de Sá

Com "Cobra coral, Papagaio Vintém. Vesti rubro-negro, não tem pra ninguém", a escola fez uma releitura do enredo de 1995. Composto em homenagem ao centenário do Flamengo, em 2022 a história vai um pouco mais além. Falou das conquistas por terra e mar de um dos clubes mais populares do país e levar o time rubro-negro para festejar suas vitórias com a comunidade do Morro de São Carlos.

Acadêmicos de Santa Cruz

A escola coroou a carreira de luta e sucesso do ator e diretor Milton Gonçalves, ator negro que estreou na TV brasileira em 1965. O enredo "Axé, Milton Gonçalves - No catupé da Santa Cruz" relembrou desde a infância do ator na lavoura de café em Minas Gerais, fazendo um paralelo da história do ator com os orixás.

Unidos de Padre Miguel

A escola contou na Sapucaí a história do orixá do tempo, pouco difundido no Brasil, no enredo "Iroko - É tempo de xirê". O orixá é encantado na gameleira, que é a representação do conhecimento através do tempo. Com Iroko, a escola quis mostrar que o brasileiro ainda tem muito a aprender sobre suas raízes, sua cultura e sua ancestralidade.

Acadêmicos de Vigário Geral

Com o enredo "Pequena África - Da escravidão ao pertencimento, camadas de memória entre o mar e o morro", a escola levou para a Sapucaí a história de parte da zona portuária do Rio, que ficou marcada pela chegada dos escravizados. Local de dor e sofrimento, como o Cais do Valongo, onde chegavam os navios negreiros, a região também tem uma história de alegria, de cultura e de resistência do povo negro, coma Pedra do Sal, onde nasceu o samba, que tanta alegria dá ao povo.

Império da Tijuca

Quando o samba começou a se distanciar de suas raízes, na década de 1970, sambistas como Candeia, Dona Ivone Lara, Paulinho da Viola e Martinho da Vila criaram o bloco Quilombo dos Palmares - que depois virou a escola de samba - como grande resistência negra do Carnaval do Rio. Esse foi o enredo de "Samba de Quilombo: a resistência pela raiz", que conta como baluartes protestaram contra o "embranquecimento" do Carnaval, que perdia suas raízes e se transformava em um grande mercado.

Império Serrano

O enredo "Mangangá" contou a história do capoeirista baiano que, protegido pelos orixás, tinha o corpo fechado e ficou célebre, segundo a lenda, "voando como um besouro" sobre os inimigos, nas lutas mais covardes. O capoeirista Besouro Mangangá foi um líder do povo negro no período pós-abolicionista, no início do século 20. A escola mostrou dois lados desse personagem baiano: como herói da resistência, filho de ex-escravizados, que se notabilizou pela defesa daqueles que ainda eram tratados como escravos. E como a lenda, protegida pelos orixás, que usou sua arte no caminho da afirmação da cultura negra.

Confira a programação completa abaixo:

Programação

Grupo Especial (sexta, 22)

  • 22h - Imperatriz Leopoldinense
  • 23h - Mangueira
  • 00h - Salgueiro
  • 1h- São Clemente
  • 2h - Viradouro
  • 3h - Beija-Flor

Grupo Especial (sábado, 23)

  • 22h - Paraíso do Tuiuti
  • 23h - Portela
  • 0h - Mocidade Independente
  • 1h - Unidos da Tijuca
  • 2h - Grande Rio
  • 3h - Vila Isabel
 
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