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Como os EUA usaram aviões de guerra eletrônica para “apagar” Caracas antes de ação

Ofensiva aérea com aviões EA-18G Growler desorganizou defesas venezuelanas e abriu caminho para operação que resultou na captura de Nicolás Maduro

Como os EUA usaram aviões de guerra eletrônica para “apagar” Caracas antes de ação
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04-01-2026

Gabriel Garcia
04/01/2026 17h55 • Atualizado 15 minutos atrás


Um EA-18G Growler do esquadrão de teste e avaliação VX-9, equipado com tanques de combustível externos, dispositivos de interferência eletrônica e mísseis de ataque a radares e mísseis ar-ar guiados por radar (Foto da Divisão de Armas do Centro de Guerra Aérea Naval da Marinha dos EUA)
Um EA-18G Growler do esquadrão de teste e avaliação VX-9, equipado com tanques de combustível externos, dispositivos de interferência eletrônica e mísseis de ataque a radares e mísseis ar-ar guiados por radar (Foto da Divisão de Armas do Centro de Guerra Aérea Naval da Marinha dos EUA)

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Na madrugada de sábado (3), os Estados Unidos lançaram uma ofensiva eletrônica decisiva que deixou partes de Caracas sem energia, abrindo caminho para a entrada dos helicópteros americanos e a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro.

A ação, que manteve o fator surpresa até o último momento, desorganizou as defesas do país e foi fundamental para o sucesso da operação, segundo os militares americanos.

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Os protagonistas dessa guerra eletrônica foram os aviões Boeing EA-18G Growler, especializados em ataques cibernéticos e eletrônicos.

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Equipados com sensores avançados, os EA-18G Growler têm a capacidade de bloquear radares, comunicações e até a rede elétrica, garantindo a passagem segura das forças especiais.

Um dos alvos principais foi o Cerro El Volcán, ponto estratégico para as comunicações da capital, que abriga a principal antena de transmissão de sinais e infraestrutura de comunicações via satélite.

Moradores de Caracas relataram apagões em diversos bairros no momento da incursão, informação confirmada pelo presidente Donald Trump, que atribuiu o sucesso à “expertise” americana em guerra eletrônica.

 


Segundo o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, a missão também teve como objetivo neutralizar os sistemas de defesa aérea venezuelanos, permitindo a passagem segura dos helicópteros que transportaram as tropas até pontos estratégicos, como o Forte Tiuna, onde Maduro foi capturado.

A ofensiva envolveu mais de 150 aeronaves, incluindo caças F-18, F-22 e F-35, bombardeiros B-1 e drones, que decolaram de cerca de 20 bases e navios da Marinha dos EUA espalhados pelo Caribe e outras regiões.

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