22-05-2024
Desenrola Brasil foi prorrogado por mais 60 dias e especialista alerta que esta pode ser boa chance para inadimplentes
O Programa Desenrola Brasil foi estendido por mais dois meses para a faixa 1. Podem aderir pessoas com renda de até dois salários mínimos ou inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), que tenham dívidas de até R$ 20 mil. Em março, a Medida Provisória (MP) 1.211/2024 já havia sido prorrogada e agora foi renovada por decisão do Congresso Nacional.
De acordo com a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, 15 milhões de pessoas da faixa 1 já foram beneficiadas pelo programa, somando R$ 52 bilhões em dívidas. Os inadimplentes negativados entre janeiro de 2019 e dezembro de 2022 tiveram acesso a descontos médios de 83%.
Segundo o auditor e consultor contábil Cássius Pimenta, o programa permite que o saldo negociado seja quitado sem entrada e em até 60 parcelas. Também é possível reunir mais de uma dívida com diferentes credores em um único lado devedor para negociação. Ele explica que esta é mais uma chance para quem tem débitos a pagar.
O especialista lembra que, em março deste ano, cada goianiense inadimplente tinha em média 2,18 dívidas em atraso. O valor médio do débito era de R$ 5.105,30. A maior parte era com os bancos (65,51%). As informações são do SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) com apoio da base de dados da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) Goiânia.
A negociação do Desenrola Brasil pode ser feita pela plataforma do programa com uma conta gov.br
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. A adesão pode ser realizada também pelos canais de atendimento de agentes financeiros credenciados como Serasa Limpa Nome, Itaú Unibanco, Santander e Caixa Econômica Federal.
Informações sobre o entrevistado
Cássius Pimenta possui mais de 20 anos de experiência em auditoria e consultoria contábil e tributária, incluindo operações de fusões e aquisições, bem como avaliações econômico-financeiras, planejamentos estratégicos, estudos de viabilidade, assessorando operações corporativas nacionais e internacionais. Ele é CEO da Marol e conselheiro Regional de Contabilidade.
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