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Quarta-feira, 11 de Marco de 2026

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Dia de se emocionar: as voluntárias que doam amor maternal a outras mamães

Na data dedicada às mães, o EM presta homenagem a todas as voluntárias que se dedicam a apoiar, com carinho e doações, mulheres às vésperas de dar à luz Publicidade

Dia de se emocionar: as voluntárias que doam amor maternal a outras mamães
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11-05-2025

Mãos de afeto, corações solidários, braços que se estendem para ajudar com objetivo único: levar carinho, acolher, transformar sentimentos no presente necessário. Neste domingo, o Estado de Minas conta histórias de mães que se importam com outras mães e doam parte do seu tempo para confecção de roupas, sapatinhos, enxoval completo e as “naninhas”, delicados travesseiros destinados aos bebês. Em cada rosto, tanto de quem oferece como de quem recebe, brilham o sorriso da alegria e a emoção por compartilhar o bem maior deste mundo: a vida.

Na sala de costura de uma fraternidade espírita em Belo Horizonte, o trabalho de 24 voluntárias tem destino certo: os bebês que estão a caminho e vão precisar de colchas, fraldas, cobertores, toalhas e outras peças para aquecer e proteger o corpo. Quem agradece são mamães que não podem arcar com os custos e recorrem à boa vontade de outras mulheres.

 

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“Não estamos apenas entregando um kit com produtos para os recém-nascidos. Ser voluntário é colocar os sentimentos em cada embalagem, mostrar que somos solidários, estamos juntos”, diz a professora de química Rita de Cássia Pena Teixeira, mãe de João Pedro Mateus, fisioterapeuta, de 27 anos. Desde criança, vendo as ações da mãe, Terezinha Mateus (falecida há três anos) em prol dos necessitados, Rita de Cássia enxergou ali um caminho para a felicidade pessoal e o benefício comunitário.

“Comecei em 1995, desmanchando roupas para transformar em outras. Mais tarde, já casada, morei em Salvador e no Rio de Janeiro e, nas duas cidades, sempre arranjava uma forma de conseguir tecidos e outros materiais para enviar aqui para a fraternidade”, afirma a professora, cuja família é de Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O trabalho serve ainda como conforto para momentos de extrema tristeza, como a recente perda do marido, o professor Mauro Araújo Teixeira, vítima de dengue hemorrágica.
 
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