Um médico anestesista foi preso em flagrante acusado de estuprar uma paciente que estava anestesiada durante um parto cesárea no Hospital da Mulher, em São João de Meriti, no Rio de Janeiro.
Imagens foram gravadas pela equipe de enfermagem do hospital com um celular escondido na sala de cirurgia.
No vídeo, segundo o portal G1, que teve acesso ao material, Quintella Bezerra coloca o órgão sexual na boca da paciente, que estava inconsciente.
O ato não foi percebido na hora pela equipe que realizava o parto porque um lençol é normalmente estendido na vertical em procedimentos para isolar a cabeça da paciente do resto do corpo.
De acordo com a Polícia Civil, a quem as enfermeiras entregaram a gravação, elas estavam desconfiadas da conduta do médico porque ele teria induzido uma sedação mais alta do que o necessária em outras pacientes grávidas.
De acordo com o portal G1, Bezerra esperou o marido da vítima sair da sala de cirurgia com o bebê nos braços para então cometer a violência.
Em nota ao mesmo portal, os representantes legais de Bezerra na ocasião disseram que se manifestariam após ter acesso a depoimentos e provas relacionados ao caso.
Posteriormente, o advogado informou à BBC News Brasil que se retirou do caso, e a reportagem ainda não conseguiu localizar os novos representantes de Bezerra.
"Apesar de ser chocante, violências dentro de hospitais e clínicas são um reflexo da cultura do estupro e da estrutura misógina da sociedade. Em qualquer situação que dá acesso ao corpo de meninas e mulheres a homens, vai haver profissionais que vão se aproveitar disso", diz a advogada Isabela Del Monde, uma das fundadoras da Rede Feminista de Juristas e coordenadora do movimento #MeTooBrasil.
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