02-02-2025
Em uma declaração conjunta publicada após uma reunião no Cairo, os ministros das Relações Exteriores e representantes do Egito, da Jordânia, da Arábia Saudita, do Catar, dos Emirados Árabes Unidos, da Autoridade Palestina e da Liga Árabe afirmaram que tal medida ameaçaria a estabilidade da região, propagaria conflitos e comprometeria as perspectivas de paz.
"Reafirmamos nossa rejeição [a qualquer tentativa] de comprometer os direitos inalienáveis dos palestinos, seja por meio de atividades de colonização, expulsões ou anexações de terras (...) sob qualquer forma ou em qualquer circunstância ou justificativa", diz a declaração conjunta.
Os ministros e representantes esclareceram que se alegrariam em trabalhar com a administração de Donald Trump para alcançar uma paz justa e abrangente no Oriente Médio, com base em uma solução de dois Estados.
"Demolição a céu aberto"
Donald Trump qualificou na semana passada a Faixa de Gaza como um "local de demolição a céu aberto" e propôs deslocar seus habitantes para o Egito e a Jordânia, uma proposta denunciada como limpeza étnica.
Na quarta-feira, o presidente egípcio Abdel Fattah al-Sissi rejeitou a ideia de que o Egito pudesse facilitar o deslocamento dos habitantes de Gaza e declarou que os egípcios iriam às ruas para expressar sua desaprovação.
"Estamos fazendo muito por eles, e eles farão o mesmo", reiterou Trump na quinta-feira, em aparente referência à ajuda norte-americana, inclusive militar, ao Egito e à Jordânia.
O deslocamento forçado dos palestinos de Gaza é regularmente discutido e rejeitado pelos Estados árabes vizinhos, especialmente desde o início da guerra de Gaza em outubro de 2023.
A Jordânia e o Egito já recebem respectivamente vários milhões e dezenas de milhares de palestinos.
Os representantes dos cinco países árabes, da Autoridade Palestina e da Liga Árabe também saudaram o projeto do Egito de organizar uma conferência internacional com as Nações Unidas sobre a reconstrução da Faixa de Gaza.
(Com AFP)
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