03-02-2026
A Polícia Civil de São Paulo, por meio do Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad), deflagrou operação para desarticular um grupo que teria planejado ataque na Avenida Paulista. Em entrevista concedida a imprensa nesta segunda-feira (2), a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que 12 pessoas foram conduzidas a delegacias para prestar esclarecimentos.
Aos jornalistas, o secretário de Segurança Pública, Osvaldo Nico, disse que a Noad monitorou os investigados por meio das redes sociais. Ele também relatou que a suposta ação estava planejada para ser realizada no início na tarde desta segunda. E, declarou que o movimento “era uma forma de tumulto, sem pauta nenhuma”.
O delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Artur Dian, acrescentou que a Noad trabalhou em conjunto com corporações policiais de todas as capitais do Brasil. A investigação constatou que o grupo monitorado em SP participava de uma comunidade virtual com mais de 7 mil participantes, onde é discutido ações violentas no país.
No ataque planejado para São Paulo, segundo Dian, os investigados montaram um esquema para detectar agentes da Polícia Militar. Eles também usariam bloqueador de sinal de celular e iriam atacar a Avenida Paulista com coquetel molotov. O delegado-geral disse que, em SP, havia cerca de 600 pessoas, de 15 a 30 anos, integrantes no grupo onde se falava sobre o suposto ataque na capital paulista.
À imprensa, Dian ainda informou que os detidos não negaram estarem na comunidade, mas se defenderam dizendo que o plano era uma “brincadeira”.
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