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Terça-feira, 13 de Janeiro de 2026

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UE critica Maduro, mas pede “respeito à vontade do povo” na Venezuela

Em declaração conjunta, bloco defendeu contenção, respeito à Carta da ONU e libertação de presos políticos

UE critica Maduro, mas pede “respeito à vontade do povo” na Venezuela
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04-01-2026

 atualizado 

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Getty Images
Imagem de bandeira da União Europeia - Metrópoles
 
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A União Europeia (UE) divulgou neste domingo (4/1) uma declaração na qual critica Nicolás Maduro, capturado pelos EUA, mas defende uma transição democrática na Venezuela conduzida pelos próprios venezuelanos e baseada no “respeito ao direito internacional, à soberania do país e aos direitos humanos”.

Em publicação feita no X (ex-Twitter) por Kaja Kallas, Vice-Presidente da Comissão Europeia, o bloco também fez um apelo direto por calma e contenção, diante do agravamento da crise política no país.

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“A União Europeia pede calma e contenção por parte de todos os atores, a fim de evitar uma escalada e garantir uma solução pacífica para a crise”, afirma o texto.

 
 
 
 

O documento ainda defende que “em todas as circunstâncias, os princípios do direito internacional e a Carta das Nações Unidas devem ser respeitados”, com destaque para a responsabilidade dos membros do Conselho de Segurança da ONU na preservação da segurança internacional.

Na manhã de segunda-feira (5/1), o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai participar de reunião com autoridades internacionais do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a Venezuela.

 

De acordo com a embaixadora Maria Laura da Rocha, a posição apresentada pelo presidente brasileiro no sábado, de que o ataque dos Estados Unidos representa uma “afronta gravíssima à soberania” da Venezuela, será reforçada no encontro.

Na declaração publicada neste domingo (4), o bloco também volta a questionar a legitimidade de Nicolás Maduro e reafirma sua posição de apoio a uma mudança política pacífica no país.

“A UE tem afirmado repetidamente que Nicolás Maduro carece da legitimidade de um presidente democraticamente eleito e tem defendido uma transição pacífica para a democracia na Venezuela, liderada pelos venezuelanos e respeitosa da soberania do país”, diz o documento.

A União Europeia também abordou o combate ao crime organizado transnacional e ao tráfico de drogas, reconhecendo-os como desafios globais, mas frisando limites claros para essa atuação.

“Esses desafios devem ser enfrentados por meio de uma cooperação sustentada, em pleno respeito ao direito internacional e aos princípios da integridade territorial e da soberania”, afirma a declaração.

O bloco informou ainda que mantém articulação diplomática com os Estados Unidos e com parceiros regionais e internacionais para apoiar uma saída negociada para o impasse para “apoiar e facilitar o diálogo entre todas as partes envolvidas”, com o objetivo de alcançar “uma solução negociada, democrática, inclusiva e pacífica para a crise, liderada pelos venezuelanos”.

 
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