04-01-2026
atualizado
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Em publicação feita no X (ex-Twitter) por Kaja Kallas, Vice-Presidente da Comissão Europeia, o bloco também fez um apelo direto por calma e contenção, diante do agravamento da crise política no país.
“A União Europeia pede calma e contenção por parte de todos os atores, a fim de evitar uma escalada e garantir uma solução pacífica para a crise”, afirma o texto.
O documento ainda defende que “em todas as circunstâncias, os princípios do direito internacional e a Carta das Nações Unidas devem ser respeitados”, com destaque para a responsabilidade dos membros do Conselho de Segurança da ONU na preservação da segurança internacional.
Na manhã de segunda-feira (5/1), o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai participar de reunião com autoridades internacionais do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a Venezuela.
De acordo com a embaixadora Maria Laura da Rocha, a posição apresentada pelo presidente brasileiro no sábado, de que o ataque dos Estados Unidos representa uma “afronta gravíssima à soberania” da Venezuela, será reforçada no encontro.
Na declaração publicada neste domingo (4), o bloco também volta a questionar a legitimidade de Nicolás Maduro e reafirma sua posição de apoio a uma mudança política pacífica no país.
“A UE tem afirmado repetidamente que Nicolás Maduro carece da legitimidade de um presidente democraticamente eleito e tem defendido uma transição pacífica para a democracia na Venezuela, liderada pelos venezuelanos e respeitosa da soberania do país”, diz o documento.
A União Europeia também abordou o combate ao crime organizado transnacional e ao tráfico de drogas, reconhecendo-os como desafios globais, mas frisando limites claros para essa atuação.
“Esses desafios devem ser enfrentados por meio de uma cooperação sustentada, em pleno respeito ao direito internacional e aos princípios da integridade territorial e da soberania”, afirma a declaração.
O bloco informou ainda que mantém articulação diplomática com os Estados Unidos e com parceiros regionais e internacionais para apoiar uma saída negociada para o impasse para “apoiar e facilitar o diálogo entre todas as partes envolvidas”, com o objetivo de alcançar “uma solução negociada, democrática, inclusiva e pacífica para a crise, liderada pelos venezuelanos”.
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